No Brasil, a trajetória das mulheres no campo jurídico é marcada por desafios, lutas e conquistas. Ao longo dos anos, elas têm enfrentado obstáculos significativos para alcançar a igualdade de gênero e garantir sua presença e voz nos mais altos escalões do Judiciário. 

Desde os primórdios da advocacia no Brasil, as mulheres enfrentaram discriminação e barreiras institucionais que limitavam seu acesso à educação jurídica e oportunidades profissionais. No entanto, ao longo do tempo, mulheres corajosas desafiaram essas normas e abriram caminho para as gerações futuras.

Myrthes Gomes de Campos – Wikipédia, a enciclopédia livre 

Myrthes Gomes de Campos foi a primeira mulher no Brasil a exercer a advocacia .
Durante a sua jornada, Myrthes enfrentou uma grande resistência por parte da família, uma vez que, conforme preceitos do Direito Romano, a profissão era considerada “viril”, reservada aos homens.

Apesar das dificuldades enfrentadas, obteve seu diploma de bacharel em Direito em 1898. Outras mulheres já haviam concluído o curso na faculdade de Recife, incluindo Delmira Secundina, Maria Fragoso e Maria Coelho da Silva Sobrinha. No entanto, nenhuma delas exerceu efetivamente a profissão naquele momento.

Ellen Gracie: A trajetória da primeira mulher a integrar o Supremo


Em Novembro dos anos 2000,  Ellen Gracie Northfleet se tornava a primeira mulher a integrar o Supremo Tribunal Federal.

Sua passagem no STF marcou uma era e abriu portas para que outras mulheres tivessem voz e vez na comunidade jurídica. 


Mulheres como Myrthes Gomes de Campos e Ellen Gracie Northfleet são exemplos de como a resiliência e a força das mulheres são capazes de mudar o cenário jurídico. 

Nos últimos anos, vimos um aumento significativo na representação feminina nos tribunais e órgãos judiciais do país.
Mulheres advogadas, juízas, promotoras e defensoras públicas têm conquistado posições de destaque e influência, contribuindo para uma maior diversidade e sensibilidade de gênero no sistema judicial brasileiro.

Apesar dos avanços, as mulheres ainda enfrentam desafios persistentes no Judiciário brasileiro. A sub-representação em cargos de liderança, a disparidade